NASA Earth Observatory / Lauren Dauphin

Uma vasta pluma de poeira, impulsionada pelo vento Harmattan, varreu o noroeste da África em 30 de março de 2026, gerando alertas e preocupações com a visibilidade e qualidade do ar. O fenômeno, que transformou a paisagem, foi monitorado por satélites de observação da Terra, revelando a impressionante extensão e o rápido avanço da massa de poeira do Deserto do Saara em direção ao Oceano Atlântico.

Conhecido por suas características secas e empoeiradas, o Harmattan é um vento sazonal do nordeste africano, ativo entre novembro e abril. Uma 'onda' de Harmattan, como a observada, ocorre quando ventos fortes se intensificam próximo ao solo, associados à passagem de uma frente fria. O evento de março de 2026 ilustrou a capacidade do vento de levantar e transportar vastas quantidades de areia e poeira por longas distâncias.

As condições severas – baixas temperaturas, ventos fortes e poeira densa – levaram autoridades marroquinas a emitir um alerta laranja, impactando a rotina e segurança dos moradores. A pluma foi rastreada por instrumentos como o MODIS do Terra (NASA) e o VIIRS do NOAA-21, que capturaram sua progressão do continente ao Atlântico, e pelo Meteosat-12 (EUMETSAT), registrando sua aproximação das Ilhas Canárias.

Para as Ilhas Canárias, a previsão era de que a poeira resultaria na temida 'calima', um fenômeno local que degrada severamente a qualidade do ar e a visibilidade. A agência meteorológica espanhola (AEMET) havia alertado para condições propícias a um fluxo intenso de Harmattan, que, ao convergir perpendicularmente à cordilheira do Atlas, teve sua direção alterada para sudoeste. Este episódio se somou a outra pluma que, no início de março, alcançou amplamente a Europa, evidenciando a recorrência e alcance desses eventos.

Estes eventos de poeira, mais intensos na primavera e em meses mais quentes, são um lembrete vívido da complexa interação entre sistemas terrestres e atmosféricos. Eles afetam a saúde humana e a infraestrutura, e desempenham papéis na química atmosférica e na fertilização de ecossistemas distantes. Para compreender a fundo esses e outros fenômenos que moldam nosso planeta e o universo, continue acompanhando o Olhar Astronômico. Nosso portal oferece informação relevante, atual e contextualizada, da observação da Terra aos confins do cosmos.

Fonte: https://science.nasa.gov

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