Credits: Science: Maximilian Häberle (MPIA)

Astrônomos resolveram um antigo mistério cósmico em Omega Centauri, um dos maiores aglomerados estelares da Via Láctea. Utilizando dados do Telescópio Espacial Hubble e complementares do James Webb, eles localizaram o primeiro buraco negro de massa estelar "perdido" neste aglomerado. A descoberta, publicada no The Astrophysical Journal Letters, desafia e refina as teorias existentes sobre a formação desses objetos em ambientes estelares densos, que deveriam abrigar milhares deles.

Composto por cerca de 10 milhões de estrelas, Omega Centauri é conhecido por ter um buraco negro de massa intermediária em seu centro. Contudo, modelos teóricos sugeriam a existência de cerca de 10 mil buracos negros menores, de massa estelar, que até então haviam escapado da detecção por métodos tradicionais, como a medição de velocidade radial ou a busca por emissões de rádio e raios-X. Essa população 'desaparecida' era um quebra-cabeça intrigante para a astrofísica.

Liderada por Matthew Whitaker (Universidade de Utah), a equipe usou astrometria, técnica que mede minúsculos movimentos estelares. Analisando mais de 20 anos de dados arquivados do Hubble, somados a medições do Webb para maior precisão, identificaram uma estrela orbitando um objeto invisível e massivo: um buraco negro. Batizado de oMEGACat BH-2, é o primeiro de sua categoria em Omega Centauri, com qualidades surpreendentes.

O oMEGACat BH-2 possui qualidades surpreendentes. Sua massa, de 4,46 massas solares, é menor que o esperado para o ambiente de baixa metalicidade de Omega Centauri, descartando a possibilidade de ser uma estrela de nêutrons. Adicionalmente, seu sistema binário com uma estrela visível tem o período orbital mais longo já conhecido. Esses achados abrem novas perspectivas para as teorias sobre a formação e evolução de buracos negros, especialmente em aglomerados estelares antigos.

A precisão obtida com dados combinados do Hubble e Webb ilustra a importância da colaboração espacial. Essa descoberta não apenas resolve um mistério de décadas em Omega Centauri, mas também redefine nossa compreensão sobre a formação e evolução de buracos negros em ambientes estelares extremos. Para acompanhar as últimas descobertas e aprofundar seu conhecimento sobre o universo, visite Olhar Astronômico, seu portal de referência em astronomia e ciências.

Fonte: https://science.nasa.gov

0 0 votos
Classificação do artigo
Inscrever-se
Notificar de
0 Comentários

Destaques 

Relacionadas

Menu

0
Adoraria saber sua opinião, comente.x