O arquipélago do Havaí foi atingido em março de 2026 por um dos piores desastres climáticos das últimas décadas. Sistemas de baixa pressão subtropical, conhecidos como "Kona Lows", causaram chuvas torrenciais e inundações devastadoras, especialmente na ilha de Oʻahu, paralisando a vida local e gerando vasta destruição. Estes fenômenos meteorológicos siphonavam umidade dos trópicos, intensificando as tempestades.
Impacto das chuvas e ventos recordes
A intensidade foi notável: entre 11 e 15 de março, a precipitação variou de 13 a 26 centímetros no estado, com picos acima de 76 centímetros em algumas áreas. Cidades como Honolulu registraram recordes diários de chuva. Centenas de residências em Oʻahu foram danificadas, e o setor agrícola contabilizou prejuízos milionários.
Ventos fortes, com rajadas entre 97 e 121 km/h e picos de 160 km/h, derrubaram infraestruturas, deixando cerca de 115 mil moradores de Oʻahu sem energia. Imagens de satélite do Landsat 9, capturadas em 14 de março, mostraram o alcance das inundações, com plumas de sedimento marrom-avermelhado tingindo as águas costeiras da Baía de Kaiaka, evidenciando a erosão dos solos vulcânicos ricos em ferro.
Monitoramento e Resposta Científica
A Agência de Gerenciamento de Emergências do Havaí (HEMA) coordenou a resposta, e a NASA, por meio de seu Sistema de Coordenação de Resposta a Desastres, ofereceu suporte crucial, fornecendo mapas e dados. Este evento sublinha a importância da observação da Terra para compreender e mitigar fenômenos climáticos extremos, uma área de vital importância para a ciência global.
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Fonte: https://science.nasa.gov
