NASA Science

Uma imagem notável capturou o analema solar sobre as milenares Pedras de Callanish, na Escócia, unindo astronomia moderna a um monumento ancestral. O analema, registro da trajetória aparente do Sol ao longo de um ano, revela sua dança diária. As pedras, erguidas há milênios, evocam a observação humana do céu, conectando passado e presente à fascinação pelo cosmos.

O analema em destaque foi criado com fotos tiradas ao meio-dia, da mesma localização, por Giuseppe Petricca, perto de Callanish, nas Hébridas Exteriores. O resultado é a curiosa figura em '8' no céu. Em primeiro plano, as enigmáticas Pedras de Callanish, círculo de menires construído por volta de 2700 a.C. na Idade do Bronze, adicionam mistério e história. Embora seu propósito seja debatido, a função de observatório astronômico primitivo é especulada, ligando antigos povos ao ritmo solar.

A forma característica do analema resulta da inclinação do eixo terrestre e da órbita elíptica do planeta, variando a posição aparente do Sol diariamente. Os solstícios — quando o Sol atinge maior ou menor altura — correspondem às extremidades superior e inferior da figura. Equinócios marcam os pontos intermediários, a igualdade entre dia e noite. A foto foi registrada perto do solstício de dezembro e divulgada pouco antes de um equinócio.

A convergência de um fenômeno astronômico com uma estrutura que evoca a ancestralidade na observação celeste sublinha a perene fascinação pelo universo. As Pedras de Callanish, como outros sítios megalíticos, testemunham a engenhosidade de povos antigos que, sem tecnologia, buscavam compreender e marcar o ritmo do cosmos para agricultura ou rituais. Essa imagem nos lembra que a busca pelo conhecimento celeste é uma ponte que conecta eras e culturas, realçando a relevância da astronomia na história.

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Fonte: https://science.nasa.gov

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