The Solenoid Tracker at RHIC, or STAR, experiment at Brookhaven National Laboratory recreates the...

Cientistas do Colisor Relativístico de Íons Pesados (RHIC), em Long Island, EUA, anunciaram indícios de uma transição de fase da matéria primordial, evento crucial nos primeiros microsegundos do universo. A descoberta, publicada recentemente, oferece uma janela para as condições extremas pós-Big Bang, antes da formação de prótons, nêutrons e, subsequentemente, estrelas e galáxias.

Recriando o Berço Cósmico em Laboratório

O RHIC, no Laboratório Nacional de Brookhaven, recria as condições iniciais do universo. Colidindo íons pesados, como ouro, a velocidades altíssimas, físicos geram temperaturas e densidades que "derretem" a matéria comum em um plasma de quarks e glúons (PQG). Este estado primordial, o 'caldo' cósmico, é onde quarks e glúons se moviam livremente, antes de se unirem em partículas maiores.

A Chave para a Formação da Matéria

Os resultados do RHIC apontam para assinaturas de uma transição de fase: a passagem do plasma de quarks e glúons para a matéria hadrônica (prótons e nêutrons). Este fenômeno é vital, explicando como o universo, ao se expandir e resfriar, permitiu a formação dos blocos atômicos que nos compõem. Evidências experimentais dessa transição validam modelos teóricos da evolução cósmica, aprofundando nossa compreensão sobre a origem da matéria.

Embora os dados demandem confirmação, a detecção desses indícios é um avanço significativo. Compreender o PQG e sua transição é fundamental para desvendar mistérios como a assimetria entre matéria e antimatéria, que possibilitou nossa existência. Para o Olhar Astronômico e seus leitores, esta pesquisa de ponta ilumina a fascinante história cósmica da qual somos parte.

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Fonte: https://www.scientificamerican.com

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