NASA/Kim Shiflett

A NASA está testando um sistema inovador para tornar futuras bases na Lua e em Marte autossustentáveis. O Divergent Deployable Wastewater Treatment Facility recicla a água residual da tripulação, transformando-a em recursos vitais como água potável e nutrientes para plantas. A tecnologia passa por rigorosos testes na Universidade de Dakota do Norte, simulando as condições desafiadoras de uma base extraterrestre. Este é um passo essencial para o programa Artemis e a exploração espacial profunda.

O Imperativo da Autossustentabilidade Espacial

Para uma presença humana duradoura fora da Terra, a dependência de suprimentos terrestres é inviável e onerosa. Sistemas de ciclo fechado, como o de tratamento de efluentes, são pilares para garantir aos exploradores acesso contínuo a água, oxigênio e alimentos. Esta iniciativa reflete a busca por viabilizar habitats que prosperem em ambientes extraterrestres, superando limitações logísticas de longas missões.

A Inovação do Tratamento "Divergente"

A inovação central reside na abordagem "divergente": o sistema separa efluentes como urina, água de higiene, lavanderia, fezes e restos de alimentos. Essa separação é crucial para pequenas tripulações, otimizando o tratamento ao direcionar cada fluxo de resíduo – que varia em concentração de contaminantes – ao biorreator mais adequado. Três biorreatores específicos trabalham juntos para recuperar água e alimentar uma horta vertical hidropônica para produção de alimentos frescos.

Testes Cruciais na Terra para o Futuro no Espaço

Na Universidade de Dakota do Norte, o sistema está integrado a um Habitat Analógico Lunar/Marciano, simulando uma base real. Os testes avaliam a operação, treinamento e confiabilidade, comparando o desempenho com efluentes humanos reais. O foco é desenvolver abordagens compactas e eficientes para missões de longa duração, essenciais para a jornada humana rumo a uma presença sustentável fora da Terra, como destaca a NASA. Para mais informações sobre as fronteiras da astronomia, continue acompanhando o Olhar Astronômico.

Fonte: https://www.nasa.gov

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