Uma equipe internacional, usando dados do Telescópio Espacial Fermi de Raios Gama da NASA, anunciou uma descoberta crucial: a primeira detecção definitiva de raios gama de uma supernova ultrabrilhante. Este evento raro e excepcionalmente luminoso, identificado como SN 2017egm, aponta que sua energia provém de um magnetar – uma estrela de nêutrons supermagnetizada – nascida do colapso estelar que deflagrou a explosão.
Supernovas de colapso de núcleo surgem quando estrelas massivas esgotam seu combustível. As supernovas superluminosas, como a SN 2017egm na galáxia NGC 3191, brilham dez ou mais vezes que uma comum. Por quase duas décadas, astrônomos buscavam raios gama, a luz mais energética, nessas explosões. A detecção do Fermi, liderada por Fabio Acero e publicada na "Astronomy & Astrophysics", é um marco.
O principal candidato para energizar essas explosões é o magnetar: uma estrela de nêutrons com campos magnéticos incrivelmente intensos, trilhões de vezes mais fortes que um ímã de geladeira. Esses objetos cósmicos giram centenas de vezes por segundo logo após a formação, gerando um fluxo poderoso de elétrons e pósitrons. Essa nuvem de partículas energéticas interage com os detritos da supernova em expansão, injetando energia extra e amplificando o brilho extraordinário.
A confirmação de raios gama na SN 2017egm não apenas valida a teoria do magnetar, mas abre uma nova janela para o estudo da física extrema envolvida nesses eventos e a evolução das estrelas massivas. Compreender esses mecanismos é crucial para decifrar como elementos pesados são forjados e dispersos pelo cosmos, influenciando a formação de novas estrelas e sistemas planetários. Este avanço nos permite olhar mais profundamente nas entranhas do universo, desvendando processos que moldaram nossa própria existência.
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Fonte: https://science.nasa.gov
